Nosso espaço
Aqui é um espaço reservado para você obter informações sobre eventos, cursos, recursos didáticos e outras questões relacionadas a área de educação em Biologia. Você também pode contribuir com a sua opinião e vivência.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
Cadastre-se no SBEnBio
Para se associar ou renovar a sua anuidade siga as instruções que se encontra no site da associação http://www.sbenbio.org.br/ e saiba quais as vantagens de ser um associado.
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Um bafafá doido!
Enquanto muitos se chocaram com o incêndio no Butantã, uma pessoa em especial declaradamente nem ligou. O que dizer a respeito desse acontecido? É motivo de preocupação? Para quem? Seria uma notícia interessante a se discutir em aula? Para pensarmos mais a respeito trancrevemos abaixo uma reportagem da folha online:
Zoólogos do Butantan pedem que ex-presidente "vá para casa"
Isaias Raw chamou coleção destruída por incêndio de "bobagem medieval"
RICARDO MIOTO
DA REPORTAGEM LOCAL
Revoltados com as declarações dadas ontem pelo ex-presidente da Fundação Butantan, Isaias Raw, zoólogos do Butantan ouvidos pela Folha afirmaram que o pesquisador deveria parar de influenciar os rumos do instituto paulista.
Apesar dos 83 anos, Raw ainda é muito influente no lugar.
Ele disse anteontem que o acervo de répteis e artrópodes parcialmente destruído por um incêndio no sábado era uma "bobagem medieval", que a ciência produzida pelos zoólogos de lá era "de quinta" e que a função do instituto deveria ser produzir vacinas.
"Mais sensato seria que ele celebrasse a tragédia no conforto da sua residência", diz nota assinada por pós-graduandos, que chama Raw de arrogante. "Sua gestão faz com que suas declarações não surpreendessem ninguém."
"É como se, durante o velório de um ente querido, a família fosse obrigada a aturar um lunático invadindo o salão, estourando uma garrafa de champanhe e celebrando a ausência definitiva do morto."
Otávio Marques, diretor do Laboratório de Ecologia e Evolução, critica a valorização só das vacinas. Para ele, Raw despreza a ciência não-aplicada do instituto e discussões com ele sobre o assunto eram comuns.
Todos os outros chefes de laboratórios de zoologia do lugar consultados pela Folha fizeram comentários semelhantes.
Como exemplo da importância científica de acervos de cobras, Marques cita o Captopril, remédio para hipertensão sintetizado a partir do veneno da jararaca. Outras substâncias têm propriedades anestésicas e anticoagulantes, diz.
Os cientistas dizem que o acervo era importante também para definir políticas de conservação e comparar como diferentes espécies se adaptam a diferentes ambientes.
Eles criticaram o zoólogo Paulo Vanzolini, para quem a pesquisa com répteis e anfíbios do local era de "segundo grau". Ele deveria se concentrar em compor músicas, disse um.
Rescaldo
Ontem os cientistas continuaram retirando material do galpão queimado. Eles esperam terminar o trabalho hoje.
O delegado Paulo Cesar Costa, do 51º Distrito Policial, disse que a Polícia espera o resultado da perícia, que deve levar entre 30 e 90 dias. Por enquanto, não há evidência de que o incêndio possa ter sido criminoso.
Os cientistas do Butantan não discordam de que a causa provável tenha sido um problema elétrico. Segundo um deles, com frequência alguém levantava a possibilidade do galpão pegar fogo. "A gente até esperava que ia ser pior, que na explosão voaria fogo para todo lado."
RICARDO MIOTO
DA REPORTAGEM LOCAL
Revoltados com as declarações dadas ontem pelo ex-presidente da Fundação Butantan, Isaias Raw, zoólogos do Butantan ouvidos pela Folha afirmaram que o pesquisador deveria parar de influenciar os rumos do instituto paulista.
Apesar dos 83 anos, Raw ainda é muito influente no lugar.
Ele disse anteontem que o acervo de répteis e artrópodes parcialmente destruído por um incêndio no sábado era uma "bobagem medieval", que a ciência produzida pelos zoólogos de lá era "de quinta" e que a função do instituto deveria ser produzir vacinas.
"Mais sensato seria que ele celebrasse a tragédia no conforto da sua residência", diz nota assinada por pós-graduandos, que chama Raw de arrogante. "Sua gestão faz com que suas declarações não surpreendessem ninguém."
"É como se, durante o velório de um ente querido, a família fosse obrigada a aturar um lunático invadindo o salão, estourando uma garrafa de champanhe e celebrando a ausência definitiva do morto."
Otávio Marques, diretor do Laboratório de Ecologia e Evolução, critica a valorização só das vacinas. Para ele, Raw despreza a ciência não-aplicada do instituto e discussões com ele sobre o assunto eram comuns.
Todos os outros chefes de laboratórios de zoologia do lugar consultados pela Folha fizeram comentários semelhantes.
Como exemplo da importância científica de acervos de cobras, Marques cita o Captopril, remédio para hipertensão sintetizado a partir do veneno da jararaca. Outras substâncias têm propriedades anestésicas e anticoagulantes, diz.
Os cientistas dizem que o acervo era importante também para definir políticas de conservação e comparar como diferentes espécies se adaptam a diferentes ambientes.
Eles criticaram o zoólogo Paulo Vanzolini, para quem a pesquisa com répteis e anfíbios do local era de "segundo grau". Ele deveria se concentrar em compor músicas, disse um.
Rescaldo
Ontem os cientistas continuaram retirando material do galpão queimado. Eles esperam terminar o trabalho hoje.
O delegado Paulo Cesar Costa, do 51º Distrito Policial, disse que a Polícia espera o resultado da perícia, que deve levar entre 30 e 90 dias. Por enquanto, não há evidência de que o incêndio possa ter sido criminoso.
Os cientistas do Butantan não discordam de que a causa provável tenha sido um problema elétrico. Segundo um deles, com frequência alguém levantava a possibilidade do galpão pegar fogo. "A gente até esperava que ia ser pior, que na explosão voaria fogo para todo lado."
http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u738444.shtml
Marcadores:
noticias_de_jornal
Assinar:
Comentários (Atom)